Notícias do mercado imobiliário

Perspectivas do mercado imobiliário 2019

Os investidores que mais ganham dinheiro com imóveis observam o timing dos ciclos econômicos, avaliando os dados que indicam o momento certo de investir. A oportunidade está justamente em acompanhar o cenário como um todo e os indicadores setoriais para se antecipar aos ciclos de crescimento. Quem investe desde o início das fases de recuperação tem excelentes probabilidades de colher os melhores resultados quando o mercado estiver mais aquecido.


Considerando as quatro fases do mercado imobiliário e como elas vêm se comportando ao longo do tempo, observamos que os ciclos seguem um processo de expansão, excesso de oferta, recessão, recuperação e de novo Expansão. Em 2019 finalmente podemos acreditar no início de uma nova fase: o atual ciclo de recessão, que começou em 2014, começa a perder força, sinalizando a retomada do crescimento. Os indicadores setoriais e o próprio cenário econômico apresentam alguns dados mais positivos e já podemos acreditar em uma recuperação gradativa, com a retomada do crescimento do mercado imobiliário.


O novo ciclo de recuperação começou a dar os primeiros sinais positivos já no terceiro trimestre de 2018. Dados do estudo ‘Indicadores Imobiliários Nacionais’, da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), confirmam que entre julho e setembro de 2018, a venda de unidades residenciais cresceu 23,1% no Brasil, em comparação ao terceiro trimestre do ano anterior. Os lançamentos, por sua vez, superaram as vendas  que tiveram uma alta de 30,1% em relação ao mesmo período de 2017. Esses dados apontam para um possível crescimento e a estabilização de um novo patamar de lançamentos e vendas imobiliárias. Para o presidente da

CBIC, José Carlos Martins “os resultados sugerem que 2019 será um bom ano para o setor”.


Ao apresentar o estudo, o presidente da Comissão da Indústria Imobiliária (CII) da CBIC, Celso Petrucci, comentou que os números reforçam a expectativa positiva da entidade com o ano de 2019: “a gente está Esperando que o crescimento do país seja significativamente maior do que o crescimento de 2018. Não temos muitas dúvidas de que o mercado imobiliário tem demanda para os próximos anos. Dá para trabalharmos os próximos cinco, dez anos com um crescimento flat de 10%, 15% ao ano”.


Dados que reforçam o otimismo do mercado a expectativa mais otimista do setor para 2019, que aguarda o início de um novo ciclo e o retorno dos resultados positivos, baseia-se em alguns dados que se mostram bem interessantes: a inflação dentro da meta, a taxa real de juros mais baixa, o crescimento aguardado para a economia, o incremento no crédito imobiliário e a consolidação dos resultados positivos do próprio setor.


·         Taxa real de juros deve permanecer mais baixa


O mercado aposta que a taxa básica de juros (Selic) deverá continuar em 6,5% ao ano e a alta deverá ocorrer somente na segunda metade de 2019. O relatório semanal Focus, que reúne previsões de economistas ouvidos pelo Banco Central, divulgado em dezembro de 2018, mostrou que os analistas estão mais otimistas com a inflação de 2019, tanto que reduziram pela quarta vez seguida a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,12% para 4,11%, índice inferior ao centro da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,25%. 


·         Ampliação do Crédito Imobiliário


O incremento do crédito imobiliário acontece com as novas regras para financiamento de imóveis, que já começaram a valer desde o início de janeiro. Agora o valor máximo de imóveis que podem ser comprados com recursos do FGTS passou para R$ 1,5 milhão em todo o país. O Conselho Monetário Nacional também flexibilizou a parcela que os bandos são obrigados a aplicar em crédito imobiliário e agora os bancos poderão usar os recursos da poupança para financiar imóveis de qualquer valor, a critério de cada instituição.


Segundo análise do Imovelweb a estimativa de 114 bilhões de reais para o crédito imobiliário deve movimentar o mercado em 2019. Os dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP) relativos ao primeiro semestre de 2018 já começavam a sinalizar um momento mais positivo para o setor: o financiamento imobiliário com recursos da conta poupança atingiu a cifra de R$25,29 bilhões e em comparação com o mesmo período de 2017 registrou aumento de 23%. 


O presidente da Abecip, Gilberto Duarte de Abreu Filho afirmou que “só para aquisição de imóveis por pessoa física foram R$20,2 bilhões financiados, sendo R$11,3 bilhões para unidades novas. Quem puxa a cadeia é o

consumidor, essa fatia de imóveis novos sinaliza o consumo do estoque, o que pode originar demanda futura por mais construção.” Ele afirmou ainda que os excessos de recursos para financiamento de casa própria podem atingir a marca de R$100 bilhões ou superar esse número até 2020: “Teremos nos próximos dois anos, uma liberação de recursos da ordem de R$ 239 bilhões. O financiamento imobiliário, na melhor das hipóteses, vai chegar a R$ 125 bilhões. Ou seja: vão sobrar R$ 114 bilhões no sistema inteiro”.


·         Cenário econômico e setorial mais positivo


Aspectos importantes do cenário econômico foram avaliados na mesa Redonda realizada em dezembro pelo SECOVI-SP, em parceria com a Fiabci/ Brasil (Federação Internacional Imobiliária) . No evento, o ex-ministro Rubens Ricupero abordou questões que podem impactar o mercado imobiliário, a partir das perspectivas de crescimento do país: a inflação moderada e abaixo dos 4% não exercerá pressão sobre o Banco Central para que haja aumento dos juros e o PIB tende a sair de 1,5% em 2018 para 2,5% em 2019. Mas Ricupero também se mostrou cauteloso alertando que “por um lado o controle da inflação traz segurança, mas por outro

desacelera o crescimento e retarda a geração de empregos”, prevendo que “até o final de 2019 o desemprego vai cair apenas 10%, quando hoje temos 12 milhões de desempregados, dificultando o aumento da demanda no mercado imobiliário”.


Mesmo com esse quadro que ainda apresenta algumas dificuldades o SECOVI-SP se mostra otimista com os últimos resultados da Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada em outubro, quando o mercado imobiliário de São Paulo registrou o melhor resultado de 2018, com a comercialização de 2.815 unidades residenciais novas. O resultado é 44,9% acima das 1.943 unidades comercializadas em setembro. Frente às 1.981 unidades

vendidas em outubro de 2017, houve um crescimento de 42,1%. No acumulado do ano (janeiro a outubro), foram vendidas 20.882 unidades, um aumento de 41,2% em comparação ao mesmo período de 2017, quando as vendas totalizaram 14.791 unidades.


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29/01/2019 Fonte: CBIC

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